Dor-de-Cotovelo Somatizada
Nada me aquece,
Eu adoeço,
Provavelmente porque eu não te esqueço...
Eu te vejo em toda a parte,
São meus delírios,
Enquanto o meu corpo em febre arde.
Eu não sei mais o que fazer,
Eu me sinto perdida sem você.
No entanto, você simplesmente me ignora,
Preferiu ficar com ela, me mandou embora,
Agora, aqui sozinha,
Fico tentando me aquecer,
Tentando te esquecer.

5 Comments:
Arrefifa-lhe uma dentada...
;P
Tu gostas de por o pessoal a trepar paredes, não? Isto é, fazer perder o juízo aos animais. O tipo que te mandou embora deve ter sido exorcizado para o conseguir fazer...ROFL...A ideia que tenho de ti é que deves ser como um vício, fácil e aprazível de apanhar, difícil e sofrível de perder. Os viciados nesse vício todos os dias devem ter dúvidas e passam todas as horas a sonhar e a ansiar com a recaída.
Espero que não leves a mal, não é minha intenção e tenho a quase absoluta certeza que isso também te trás vários problemas das mais variadas ordens. Eu conheci algumas mulheres como tu e só graças a nessa altura ser um miúdo ranhoso é que não lhes dei mais problemas a elas e não passei mais vergonhas que a aquela que se em quando num mero segundo se tem um desejo não correspondido. É esse o fogo da tua poesia, é isso! Eureka eu vi...ROFL
Fica bem e desculpa se te ofendi ou te transtornei de alguma maneira...Beijos.
Andei a brincar de poeta. Não boto é jeito nenhum nisto.
Da Tempera pr'o Fogo
O Seu Fervor entranha-se na pele.
Acaso sente-La a trepar sobre ti?
Qual a natureza deste Fogo de Mel?
Que deseja Ela da Besta a arder em ti?
Em miríades de homens loucura reprovei.
Reprovação das miríades que há em mim.
Dos sonhos de loucura que em vão sonhei.
Essa mesma loucura que amo em Ti.
Santa Loucura é sábia, isso reconheço.
Separa-me da dor que Te aparta de mim.
Devoro mundos que em vão possesso.
Não é vão o Fogo que não possuí em Ti.
Também eu ateei incêndios.
E também eu por eles sofri.
Tesouros Teus, é certo, afaguei-os.
Agora ainda por eles não pereci.
Mas Amor, eu não fiz prisioneiras
A mim presas nunca vim as achar.
Pois se em mim não se viram as primeiras.
Por c'a raio haveria eu das carregar.
O que é meu trago-o comigo.
Carregar o resto não consigo.
O que não é meu não o persigo.
Amor só meu, meu fervor antigo.
A métrica está uma desgraça, as rimas metidas a martelo, a estrutura uma treta...Fica bem e não leves a mal o mau jeito...ROFL
Eu adorei!!!
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