Confissão
Ciúmes?? Eu???
Juro de pés juntos que não.
Posso de anarquista libertária,
Citando Roberto Freire,
Digo que o ciúmes é autoritarismo e dominação.
Mas aqui eu confesso.
Me incomoda saber que estás com aquela guria.
Eu duvido que ela saiba como,
Com a boca, colocar a camisinha,
Que ela dê a bundinha.
Mas mesmo assim,
Que horror!!!
Fui trocada por uma moça boazinha.

1 Comments:
Por motivos óbvios não pude colocar isto no blog. Mas parece-me uma boa ideia para vingança.
A mais genial carta de reconciliação. Tá demais!
"Querida Susana:
Eu sei que o conselheiro matrimonial disse que não deveria haver
contacto entre nós, durante o nosso período 'de acalmia', mas eu
não consigo aguentar mais.
No dia em que me deixaste, eu jurei que nunca mais te dirigia a
palavra. Mas isso era só o rapazinho magoado dentro de mim a
falar. Ainda assim, eu nunca quis ser o primeiro a avançar.
Na minha fantasia, eras sempre tu que voltavas a rastejar para
mim. Acho que o meu orgulho precisava disso.
Mas agora vejo que o meu orgulho me custou uma série de coisas.
Estou farto de fingir que não preciso de ti. E já não me importo
de fazer má figura. Não me interessa qual de nós dará o primeiro
passo, desde que um de nós o dê. Talvez seja altura de deixarmos
os nossos corações falarem mais alto do que a nossa dor. E isto é
o que o meu coração diz...
Não há ninguém como tu, Susana. Eu procuro-te nos olhos e seios
de cada mulher que vejo, mas elas não são tu. Não chegam sequer
aos teus pés. Há duas semanas, encontrei uma mulher num bar do
Bairro Alto e levei-a para casa comigo. Não digo isto para te
magoar, mas apenas para ilustrar a profundeza do meu desespero.
Ela era nova, talvez 19, com um daqueles corpos perfeitos que só
a juventude e talvez uma infância passada em patinagem podem dar.
Quer dizer, um corpo perfeito. Mamas que não dá para acreditar e
um rabo tipo carapaça de tartaruga, redondo e rijo. O sonho de
qualquer homem, não é? Mas enquanto estava sentado no sofá a ser
chupado por esta jovem deslumbrante, eu pensei, vejam só aquilo
que consideramos importante nas nossas vidas. É tudo tão
superficial. O que é que um corpo perfeito significa?
Será que a torna melhor na cama? Bem, neste caso, sim. Mas estás
a ver onde quero chegar? Será que isso a torna uma pessoa melhor?
Será que ela tem um coração melhor do que a minha, moderadamente
atraente, Susana?
Duvido. E nunca tinha pensado nisso antes. Não sei, talvez esteja
a amadurecer um pouco.
Mais tarde, depois de lhe ter despejado uns decilitros de iogurte
na garganta, dei por mim a pensar, "porque é que me sinto tão
esgotado e vazio?" Não era apenas a sua técnica perfeita e a sua
fome de sexo e luxúria, mas algo diferente. Um sentimento de
perda. Porque é que me sentia tão incompleto? E então apercebi-me.
Não senti a mesma coisa porque tu não estavas lá, Susana, para ver.
Percebes o que quero dizer? Nada significa nem tem o mesmo
sentido sem ti. Por amor de Deus, Susana, estou a enlouquecer sem
ti. E tudo o que faço me lembra de ti.
Lembras-te da Carolina, aquela mãe solteira que encontrámos no
ginásio, no ano passado? Bem, ela passou cá em casa na semana
passada, com um tacho de lasanha. Ela disse que imaginava que eu
não devia andar a comer nada de jeito sem uma mulher por perto.
Só mais tarde é que percebia o que ela queria dizer com aquilo,
mas essa não é a verdadeira história. De qualquer maneira,
bebemos uns copitos de vinho e passado um bocado estávamos a
dar-lhe forte e feio no nosso velho quarto. E a devassa é um
verdadeiro animal na cama. Ela deu-me tudo, sabes, assim como uma
verdadeira mulher faz quando não está preocupada com o peso ou a
sua carreira ou se os filhos nos vão ouvir ou não. E de repente
ela viu aquele velho espelho giratório que está em cima da cómoda
que era da tua avó. Então ela agarrou no espelho e colocou-o no
chão, de maneira a que nos podíamos observar os dois. E é uma
sensação espectacular, mas que me deixou triste também. Porque
não consegui deixar de pensar, "Porque é que a Susana nunca pôs o
espelho no chão? Temos esta cómoda há 14 anos, ou coisa que o
valha, e nunca o usámos como brinquedo sexual."
No sábado, a tua irmã passou cá com a ordem do tribunal que me
proíbe de me aproximar de ti. Quer dizer, a Paula ainda é uma
miúda, mas tem uma cabeça muito porreira assente nos ombros e tem
sido uma verdadeira amiga para mim durante estes tempos difíceis.
Ela tem-me dado excelentes conselhos acerca de ti e acerca das
mulheres em geral. Ela está realmente empenhada em que nós
fiquemos juntos novamente, Susana. Está mesmo. Então, numa destas
ocasiões, damos por nós a beber uns copos dentro de uma banheira
de espuma e a falar de tempos mais felizes. Aqui está uma
adolescente que tem o mesmo ADN que tu, e eu só consigo pensar no
quanto ela me faz lembrar de como ela se parece contigo quando
tu tinhas 18 anos. E isso quase me faz chorar. E afinal descubro
que a Paula gosta mesmo de toda aquela cena anal, o que me faz
lembrar do número imenso de vezes que te pressionei para
experimentares e que isso talvez pudesse ter alimentado o azedume
entre nós.
Mas será que consegues ver que, mesmo quando estou a bombar
dentro do anel castanho da tua irmã, tudo o que consigo fazer é
pensar em ti? É verdade, Susana. E no fundo do teu coração, tu sabes disso. Não achas que podíamos começar de novo? Acabar com as amarguras, com os ódios e começar tudo do zero? Eu acho que
podemos.
Se sentes o mesmo, por favor, por favor diz-me, caso contrário, podes-me dizer onde está o controlo remoto da televisão?"
http://strictosensu.blogspot.com/2004_04_01_strictosensu_archive.html
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